Poema de Luís de Camões
Amor, que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.·
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.·
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.·
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.
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15:48:02
Este poema é quase desconhecido…! Podia ter mais informação sobre ele! Qual é, afinal, o tema que trata o poema?
Gostava de saber qual é a opinião da pessoa que pós aqui este poema… Será possível fazê-lo????
(A pessoa que disse isto, é mesma do 1º comentário)!!!